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Cultura

Museus de Sintra com entrada livre e programação cultural para todos no mês de abril

No MASMO - Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas, destaque para mais uma edição das Noites de Orfeu.

Museus de Sintra com entrada livre e programação cultural para todos no mês de abril

No MASMO - Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas, destaque para mais uma edição das Noites de Orfeu.

O concerto Mitologia e Música em diálogo propõe a aproximação entre a herança clássica e a criação musical contemporânea, proporcionando ao público uma experiência cultural singular.

O MU.SA - Museu das Artes de Sintra apresenta um conjunto diversificado de exposições dedicadas à arte contemporânea. Entre elas, Uma Borboleta nos Escombros, integrada no Festival Periferias 2026, Matter of Choice, de Luísa Ramires, e Ponto de Inflexão – Novos olhares sobre a Coleção J. Eduardo Lima Cascada. A programação inclui ainda a inauguração da exposição Febre, da artista Nadya Ismail.

Na CMLC - Casa-Museu Leal da Câmara, o público pode visitar a exposição Poetas e Escritores Portugueses por Leal da Câmara, que cruza artes visuais e literatura, revelando novas perspetivas sobre o universo criativo do artista. Já o MFC - Museu Ferreira de Castro apresenta uma programação marcada pelo diálogo entre literatura e memória. Inclui o Clube de Leitura dedicado à obra Mau Tempo no Canal, as Conversas sobre Ferreira de Castro, com o tema Imagens literárias das Beiras por Ana Cristina Carvalho, e a exposição A Coleção de Cunha e Costa – Um Portugal que nos Une.

A Câmara Municipal de Sintra, liderada pelo presidente Marco Almeida, relembra que a entrada em todos os museus municipais é gratuita durante todo o ano, incentivando a participação cultural dos Sintrenses e visitantes. Algumas atividades requerem inscrição prévia.

PROGRAMA

MU.SA - Museu das Artes de Sintra

Até 12.ABR | Sala Polivalente “Inauguração da Exposição Temporária Matter of Choice”, de Luísa Ramires    

A exposição Matter of Choice é um convite a uma escolha, uma decisão binária. São oferecidas alternativas de percursos, que demonstram a ambivalência da decisão, onde os conceitos decerto ou errado não se impõem. As obras polinizam-se umas às outras, comunicando entre a divisão imposta. Tal como a artista Sanam Khatibi afirma: ‘Nada do que fazemos é preto e branco, é no espaço cinzento que tenho interesse.’

A interrogação é fundamental, talvez mais do que nunca, numa época em que se definem novas fronteiras físicas e surgem cismas que nos tendem a dividir.

Destinatários: Público em geral.

 

Até 12.ABR | Exposição Temporária “Uma Borboleta no Escombros”, Chão de Oliva, inserido no Festival Periferias 2026

Em 2025, o Chão de Oliva perdeu a maioria do seu arquivo num incêndio do Armazém da Messa, que tinha sido cedido pela Câmara Municipal de Sintra a algumas das estruturas culturais da área teatral do nosso concelho. Este dia fatídico deixou uma marca profunda na história do Chão de Oliva e o peso de uma perda que já não se recupera. Num ano em que também nos dedicamos ao ciclo “Ecogeografias” também nos assaltam outras imagens de incêndios que deixam marcas devastadoras na paisagem natural, por vezes com impacto também em vidas humanas. Do incêndio neste armazém, recuperámos poucos objetos, páginas ardidas, cartazes, que agora juntamos para esta exposição. Em simultâneo, procuramos dialogar com outras paisagens, também ardidas, num diálogo sobre perda, mas também sobre recuperação e resiliência. Uma borboleta nos escombros, como a que voou no dia em que fomos procurar achados no meio das cinzas, um sinal que lemos como esperança.    

Destinatários: Público em geral

 

17.ABR, 15h00 | Inauguração da Exposição Temporária “Febre”, de Nadya Ismail.

Febre reúne pinturas realizadas entre 2023 e 2026 que procuram seguir o rasto de um fantasma. O termo «fantasma», do grego phántasma, refere-se a uma aparição, a um sonho, a uma imagem oferecida ao espírito por um objeto. Pode designar uma figura ficcional ligada à invisibilidade e à assombração, mas também forças inconscientes que orientam o gesto humano, ou um vazio persistente. Entre imagem e corpo, presença e ausência, a pintura surge como tentativa de dar forma a esses espectros, trabalhando com tinta o corpo da imagem que mais se quer reter – o fantasma.      

Patente de 17 de abril a 14 de junho de 2026

Destinatários: Público em geral

 

Até 14.JUN | “Ponto de Inflexão” Novos olhares sobre a Coleção J. Eduardo Lima Cascada, com curadoria de Jorge Batista e Elisabete Simões.

A constituição de uma Coleção de Arte assenta numa visão pessoal e intimista sobre o ato criativo, refletindo o gosto e os valores do colecionador.

A coleção J. Eduardo Lima Cascada chega à Câmara Municipal de Sintra através de várias doações num ensejo do colecionador em partilhar e garantir o acesso às obras e às suas escolhas.

A exposição Ponto de Inflexão propõe uma revisitação crítica e sensível à Coleção J. Eduardo Lima Cascada levando o público a descobrir novas leituras, estabelecendo paralelos entre as peças expostas revelando, no entanto, a disruptiva dialética entre elas.

Tomando o sentido de um “ponto de inflexão” – ponto em que uma curva muda de sentido – a mostra abrirá caminho para um espaço de questionamento e reinterpretação, onde o olhar curatorial e as obras se encontram para desafiar perceções pré-estabelecidas e, assim, abrir caminhos a novas narrativas visuais.

Destinatários: Público em geral 

 

CMLC – Casa-Museu Leal da Câmara

Até 10.MAI | Exposição Temporária “Poetas e Escritores Portugueses por Leal da Câmara”

Esta exposição reúne retratos caricaturais de escritores portugueses realizados por Leal da Câmara ao longo do seu percurso artístico.

Convivendo de perto com meios intelectuais em Portugal, Madrid e Paris, o artista retratou figuras marcantes da literatura, desde autores clássicos como Gil Vicente e Padre António Vieira até contemporâneos como Ramalho Ortigão, Fialho de Almeida e Guerra Junqueiro. Muitas destas obras foram criadas para jornais, revistas e projetos editoriais, destacando-se também a sua colaboração no catálogo da Secção Portuguesa da Exposição Internacional do Rio de Janeiro (1922/23).

A mostra dá a conhecer alguns desses trabalhos, evocando personalidades e obras fundamentais da literatura portuguesa, e sublinhando o seu legado de cidadania e humanismo.

Como atividade complementar, decorre a proposta educativa “O Meu Escritor”, que convida os participantes a criarem o seu próprio retrato caricatural inspirado nos autores expostos.

Destinatários: Público em geral.

 

MFC – Museu Ferreira de Castro

Até data a definir | Exposição Temporária “A Coleção de Cunha e Costa um Portugal que nos Une”

Esta exposição apresenta uma valiosa coleção etnográfica composta maioritariamente por cerâmica decorativa e utilitária, proveniente de várias regiões de Portugal.

Organizada em núcleos temáticos como “O Pão”, “A Economia Doméstica”, “A Cozinha”, “O Vinho e o Azeite” e “A Infância”, a mostra reúne peças que testemunham tradições, técnicas ancestrais e modos de vida de norte a sul do país. Entre os objetos expostos destacam-se utensílios domésticos, brinquedos tradicionais e exemplares singulares como a enigmática “Bilha do Segredo”.

Merecem especial relevo produções emblemáticas como os Barros Negros de Molelos e de Tourencinho, o Pedrado de Nisa e a tradição oleira de Mafra, bem como o figurado de barro oriundo de diversas localidades, com representações de trajes, profissões e cenas do quotidiano — incluindo o Presépio de Estremoz e os Galos de Barcelos.

Mais do que evidenciar diferenças regionais, esta coleção convida a redescobrir a cultura popular portuguesa e aquilo que une o país na sua diversidade.

Destinatários: Público em geral.

 

10.ABR, 18h00 | Clube de Leitura “Mau Tempo no Canal”

“Romance que se desenrola em torno dos amores fracassados de Margarida Clark Dulmo e João Garcia. O autor compõe uma moldura expansiva, em que se interligam a representação social nos anos de 1917-19 e ainda a geografia, a cultura e a História dos Açores”.

Destinatários: Público em geral

 

24.ABR, 18h00 | Conversas sobre Ferreira de Castro – Imagens literárias das Beiras, por Ana Cristina Carvalho

Instituto de Estudos de Literatura e Tradição (IELT – Nova FCSH)   Literatura e ambiente – Nos ambientes Ferreira de Castro

“Imagens literárias das Beiras”, tomando como referência as duas obras de Ferreira de Castro, Emigrantes (1928) e A Lã e a Neve (1947); Beira natal, Ossela, Oliveira de Azeméis, em que decorre parte do romance Emigrantes (1928), a partir da obra de que foi uma das coordenadoras, Beiras[s] – Imagens do Ambiente Natural e Humano na Literatura de Ficção (2023).         

Destinatários: Público em geral

           

CMLC - Casa-Museu Leal da Câmara

11.ABR, 15h00 | Visita Temática “A Casa-Museu da Rinchoa e a sua Marquise”

Explorando toda a ambiência da época do casal Leal da Câmara, em que quase tudo o que aqui se expõe é desenhado pelo artista e onde se destaca o ‘Painel de Azulejos da Feira das Mercês’ e o célebre ‘Móvel dos Candelabros’. Destaque, ainda, para as belíssimas paisagens de Leal da Câmara, que se exibem pelas paredes.

Destinatário: Público em geral

           

MASMO - Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas

11.ABR, 21h00 | Noites de Orfeu – Concerto: Mitologia e Música em diálogo

O presente recital apresenta um repertório inspirado na mitologia greco-romana. Serão interpretadas obras compostas maioritariamente no século XX, período no qual o imaginário greco-romano conheceu um ressurgimento enquanto fonte de inspiração. O programa inclui obras de compositores como Nuccio d'Angelo, Yvonne Desportes, I. Horvath-Thomas, Erik Satie, Erik Marchelie, Gustav Holst, C. Debussy, entre outros. As possibilidades técnicas e tímbricas da flauta e da guitarra são exploradas para evocar gestos musicais, figuras históricas e mitológicas, ou princípios filosóficos associados à cultura greco-romana.

Apresentado pelo Ensemble Sintra Estúdio de Ópera, a temática deste concerto encontra-se interligada com a coleção do Museu. Um dos momentos musicais será apresentado na exposição temática “Onde o Sol se apaga no Oceano – O Santuário mais ocidental do Império Romano!”, junto de um conjunto de altares consagrados ao Sol, à Lua e ao Oceano, encontrados no Sítio Arqueológico do Alto da Vigia (Praia das Maçãs, Colares).

Acesso gratuito, mediante marcação

Destinatários: Público em geral

 

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